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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Review Dexter 8x12:"Remember the Monsters?"


Review Dexter 8x12:"Remember the Monsters?"
 
Acabou.
Após 8 (ou seriam 9?) anos, é encerrada uma série que, embora irregular nas últimas temporadas, marcou época e sem dúvida estará em todas as listas de melhores de todos os tempos. Embora achasse que a premissa da série abria margens para mais algumas temporadas sem queda de qualidade, me sinto aliviado, pois a temporada 8 mostrou que os roteiristas já não conseguiam trazer nada de inovador.
Quando foi anunciada que essa seria a ultima temporada, o que mais se ouvia/lia era o já conhecido argumento de que é melhor acabar no auge, do que ver a serie continuar e ser estragada.
Se a ideia era essa, na prática, não foi o que aconteceu, pois a 8 temporada não trouxe consigo o final digno da grandeza da série que todos esperavam. Principalmente após o bom gancho deixado no final da 7 temporada com a morte de La Guerta.
Esses 2 ingredientes somados ao começo promissor, deu impressão que veríamos algo arrasador nessa derradeira aventura do nosso querido assassino, como diria o narrador da Sessão da Tarde. A Introdução da personagem Vogel, uma renomada e sagaz (?) neuro-psiquiatra (ou algo do tipo) podia ter rendido uma grande trama, se não tivesse sido mal direcionada.
Pensava que a Dra. Vogel viria para ser a grande antagonista da temporada, reconhecendo em Dexter os comportamentos típicos de psicopata e então tentando captura-lo com seus conhecimentos e habilidades mentais. E acredito que quem assistiu o Primeiro Episódio deve ter tido a mesma impressão que eu. Não foi nada do que aconteceu.
O que se viu foi uma temporada arrastada, previsível, com subtramas ridículas (alguém me explica aquela filha de Masuka, por favor!) e enfim... Decepcionante!
O final do penúltimo episódio deu um fio de esperança que pelo menos a Series Finale poderia ser caprichada, mas outra vez, decepção.
Vamos ao episódio.
Vemos Dexter no aeroporto, afoito para fugir pra sua tão esperada nova vida com destino a Argentina e escala no Ruio de Janeiroul – como dizem os gringos.
Digo que se Dexter pretendia continuar suas matanças, ele devia repensar ir pra Argentina, no Rio de Janeiro/Brasil o que não ia faltar era criminosos pra matar, pontos de desova e impunidade. De quebra as praias e o sol que ele tanto curtia de Miami.
Dexter se vê perseguido por Elway – Cabelo de Tempos de Brilhantina, e com uma ideia ‘Macgyverana’ consegue se livrar do Caçador de Recompensas fanfarrão, mas ao mesmo tempo impossibilitando sua viagem.
É quando então ele descobre o que houve com Debra e se da conta do que sua grande arregada causou. Debra no hospital, diálogos enfadonhos, bla, bla, bla típico e Dexter determinado a consertar a cagada que culminou na até então quase morte de sua irmã.
Bem. Pouco depois ocorre algo que tá difícil de entrar na minha cabeça. Um assassino frio, calculista, que ludibriou a policia por tanto tempo faria a bobagem de, machucado, invadir um hospital cheio de seguranças para terminar de matar uma policial? Pela inteligência do personagem não seria óbvio para ele que o local estaria vigiado?
Logo em seguida vemos a triste cena da noticia do estado vegetativo de Debra, que pouco antes havia sido dada quase como curada por uma sorridente enfermeira. O Flashback dos irmãos no mesmo hospital no dia do nascimento de Harrison deixa tudo mais tocante.
Voltando a Miami Metro, temos Dexter matando o Neurocirurgião em mais uma cena incoerente. O objetivo de Dexter era que Saxon tentasse dar o primeiro golpe para contra atacar e justificar a legítima defesa? Se era, que garantia ele tinha de que o golpe do assassino não seria certeiro?
Mais bla, bla, bla, Elway sendo trapaceado por Hanna e Dexter retornando ao hospital para dar a Debra o que os roteiristas não conseguiram dar a série: Um final digno.
Mas Tinham que matar logo Debra? Porque não o chato Batista? Ou o insuportável Quinn? Até mesmo a inútil filha de Masuka – a qual nem me dei ao trabalho de decorar o nome? Debra era legal, xingava bagaraio, não merecia. Outra cena triste de se vê. 
Dexter levando sua irmã já morta ao seu tão importante companheiro de caça: O Slice of Life em meio a tempestade e então refletindo silenciosamente os mals que suas atitudes causaram e tomando a decisão de livrar Hanna e Harrison de um fim parecido dando fim a sua própria vida.
Já na terra de Messi e Maradona, Hanna descobre a notícia de seu provável fim.
Outra questão: Seria mais viável confiar seu filho a uma assassina envenenadora do que a si mesmo?
Na última cena, um pequeno alívio: Dexter forjou sua morte e recomeça sua vida em algum lugar longe de todos.

Silêncio. E fim. 
Foi bom enquanto durou Dexter.

Por: Alex Bitencourt // Equipe: Séries do Grilo

Não reproduza sem os créditos.

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